Mercado Interno

Etanol lidera queda dos combustíveis em julho e amplia vantagem sobre a gasolina

10/08/2026 3 min de leitura

Biocombustível recuou 2,3% no mês, enquanto indicador de custo-benefício para veículos flex caiu para 66,7%

Redação DigitalPublicado em 30 de julho de 2026, às 14h03

Os preços médios dos combustíveis recuaram em julho em cinco dos seis produtos acompanhados pelo Monitor de Preços de Combustíveis, elaborado pela Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

O maior destaque foi o etanol hidratado, que apresentou queda de 2,3% em relação a junho. Também registraram redução o diesel comum, o diesel S-10 e as gasolinas. Na direção contrária, o Gás Natural Veicular (GNV) teve alta de 4% no período.

Preços médios nacionais

Na média brasileira, o etanol hidratado foi comercializado a R$ 4,163 por litro em julho. O levantamento apontou os seguintes valores médios:

Diesel S-10: R$ 6,981 por litro;

Diesel comum: R$ 6,833 por litro;

Gasolina aditivada: R$ 6,821 por litro;

Gasolina comum: R$ 6,693 por litro;

GNV: R$ 4,846 por metro cúbico.

Os valores representam médias nacionais e podem variar de acordo com o estado, a cidade, a concorrência regional e a estrutura de distribuição.

Diferenças entre os estados

O Distrito Federal apresentou o menor preço médio da gasolina comum, de R$ 6,319 por litro. No caso do etanol, o menor valor foi registrado em Mato Grosso, com média de R$ 3,847 por litro.

Entre os combustíveis diesel, os menores preços médios foram identificados nos seguintes estados:

Diesel S-10: Rio Grande do Sul, a R$ 6,506 por litro;

Diesel comum: Paraná, a R$ 6,353 por litro.

No GNV, as menores médias foram observadas em:

Alagoas: R$ 4,271 por metro cúbico;

Espírito Santo: R$ 4,406 por metro cúbico;

Bahia: R$ 4,449 por metro cúbico.

Maior oferta de etanol influencia preços

Segundo o monitor, a redução do etanol em julho está relacionada principalmente ao aumento da oferta doméstica do biocombustível. A transmissão gradual das cotações internacionais do petróleo para o mercado brasileiro e a retirada parcial de medidas de amortecimento também contribuíram para o comportamento dos preços.

Apesar da queda mensal, o mercado continua sensível a fatores como:

cotação internacional do petróleo;

variações do dólar;

custos de transporte e distribuição;

mudanças na oferta de combustíveis;

tensões geopolíticas e conflitos internacionais.

Acumulado de 2026

No acumulado de janeiro a julho de 2026, o etanol apresentou queda de 7%. Já os demais combustíveis tiveram alta no mesmo período:

Diesel S-10: +13%;

Diesel comum: +11,6%;

Gasolina comum: +6,6%;

Gasolina aditivada: +6,1%.

Na comparação com julho de 2025, o etanol ficou 2,2% mais barato. Diesel, gasolinas e GNV, por outro lado, permaneceram acima dos níveis registrados um ano antes.

Etanol ganha vantagem para veículos flex

O principal destaque do levantamento foi o Indicador de Custo-Benefício Flex, que recuou para 66,7% na média das unidades da Federação. Esse foi o menor patamar desde o início da série histórica, em janeiro de 2017.

Na prática, o indicador abaixo de 70% sugere uma maior vantagem econômica para o abastecimento com etanol em veículos flex, embora a decisão também dependa do consumo específico de cada automóvel, dos preços locais e do desempenho obtido com cada combustível.

A vantagem tende a ser mais expressiva em estados produtores de etanol ou próximos aos principais centros de oferta do biocombustível.

Fonte: Estadão Conteúdo. Referência: Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe em parceria com a Fipe, com informações divulgadas em 30 de julho de 2026.

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