Mercado Externo

Trump pressiona petroleiras a reduzir preços da gasolina e critica CEO da Chevron

06/08/2026 3 min de leitura

Presidente dos Estados Unidos afirma que empresas devem repassar aos consumidores os efeitos da queda do petróleo

Reuters — Publicado em 3 de agosto de 2026, às 13h39

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a pressionar as empresas petrolíferas para que reduzam os preços da gasolina cobrados dos consumidores norte-americanos.

Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump também criticou o presidente-executivo da Chevron, Mike Wirth, por não ter mencionado, em uma entrevista televisiva, as medidas adotadas pelo governo para apoiar o setor petrolífero.

Trump cobra redução imediata nos preços

Na mensagem, o presidente afirmou que o setor de petróleo e os Estados Unidos estariam em uma situação muito pior sem o apoio de seu governo.

Trump citou, entre as ações, a criação de novas oportunidades de negócios na Venezuela. Segundo ele, a Chevron e outras empresas petrolíferas teriam sido afastadas do país anteriormente, mas agora estariam retomando suas atividades em condições mais favoráveis.

O presidente também direcionou uma cobrança às demais companhias do setor para que reduzam os preços dos combustíveis no varejo.

“Façam com que os preços do petróleo para o consumidor caiam, agora!”, escreveu Trump.

Pressão política sobre o governo

Os preços elevados da gasolina e o impacto sobre o custo de vida representam um risco político para o Partido Republicano antes das eleições legislativas de meio de mandato, previstas para novembro nos Estados Unidos.

O partido pode perder a maioria na Câmara dos Representantes e, eventualmente, o controle do Senado. Nesse cenário, a evolução dos preços dos combustíveis pode influenciar a avaliação dos eleitores sobre a administração Trump.

Queda do petróleo não chega imediatamente aos postos

Os preços internacionais do petróleo recuaram depois que Trump cancelou um ataque de grande escala contra o Irã planejado para o fim de semana.

A queda nas cotações do petróleo bruto, porém, não é necessariamente repassada de forma imediata aos preços da gasolina nos postos. O valor final pago pelos consumidores também depende de fatores como custos de refino, estoques, logística, impostos, margens de distribuição e condições regionais de mercado.

Empresas registram resultados positivos

Os resultados financeiros divulgados na semana anterior por Exxon Mobil, Chevron, Valero Energy e Marathon Petroleum indicaram que as companhias norte-americanas foram beneficiadas pelos preços mais altos do petróleo bruto e pelas margens de refino após o conflito com o Irã.

A Valero registrou o maior lucro trimestral desde a crise energética de 2022, associada à invasão da Ucrânia pela Rússia. Já a Chevron apresentou o maior lucro trimestral em seis anos.

A situação aumenta a pressão para que as empresas repassem parte dos ganhos ao consumidor por meio da redução dos preços dos combustíveis.

Fonte: Reuters.

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Conteúdo baseado em fontes públicas como ANP, CEPEA/Esalq, Banco Central, EIA, Petrobras e IBGE.